desenhando com os dedos

September 18, 2011 at 9:44pm
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tibobster:


nada de novo no front. estou resfriado, esperando a cura. os projetos se  acumulam. as vontades percorrem os ralos. tudo suspenso num mundo onde  você nunca esteve. nem as madrugadas frias em que percorriamos os  trilhos são mais amenas. nem o vento forte que bate na janela me faz  levantar. nem o tiro na madrugada que espanta fantasmas e cria mistérios  me traz outras vontades de descobrir novamente o mundo. as mão vazias.  papéis amassados na memória das histórias que nós nunca tivemos. a greve  dos correios espanta as cartas que nunca foram escritas. que nunca  serão enviadas. por falta de destino. que a nossa intimidade tem se  feito nas distâncias e não compreendemos mais isso. você está agora onde  nós nunca estivemos. nós nunca estivemos na mesma fotografia. nós nunca  numa memória inteira. a intimidade com as partidas. os ônibus. as  mensagens de texto pronunciando adeus antes mesmo de. as bagagens.   todos foram embora. o texto na tela exalando lágrimas que não são  nossas. a história sendo contada ao contrário. acreditamos. (…)  . vi  uma foto e acredito que seja sua. era clara de uma face espantada e  feliz. vi essa foto e quis você novamente. não sei por que uso novamente  se nunca nós. falar liberta. aqui matamos deus e seguimos atravessando a  fronteira do méxico. t.r.

kiskex:

vinaigre (via Clotilde Boisrenard)

tibobster:

nada de novo no front. estou resfriado, esperando a cura. os projetos se acumulam. as vontades percorrem os ralos. tudo suspenso num mundo onde você nunca esteve. nem as madrugadas frias em que percorriamos os trilhos são mais amenas. nem o vento forte que bate na janela me faz levantar. nem o tiro na madrugada que espanta fantasmas e cria mistérios me traz outras vontades de descobrir novamente o mundo. as mão vazias. papéis amassados na memória das histórias que nós nunca tivemos. a greve dos correios espanta as cartas que nunca foram escritas. que nunca serão enviadas. por falta de destino. que a nossa intimidade tem se feito nas distâncias e não compreendemos mais isso. você está agora onde nós nunca estivemos. nós nunca estivemos na mesma fotografia. nós nunca numa memória inteira. a intimidade com as partidas. os ônibus. as mensagens de texto pronunciando adeus antes mesmo de. as bagagens.  todos foram embora. o texto na tela exalando lágrimas que não são nossas. a história sendo contada ao contrário. acreditamos. (…)  . vi uma foto e acredito que seja sua. era clara de uma face espantada e feliz. vi essa foto e quis você novamente. não sei por que uso novamente se nunca nós. falar liberta. aqui matamos deus e seguimos atravessando a fronteira do méxico. t.r.

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vinaigre (via Clotilde Boisrenard)

(via hardxpln)

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